Sobre

QUEM SOMOS?

O Contraponto é um projeto de extensão universitária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma Organização Não Governamental cujo objetivo é aproximar os jovens da rede pública de ensino da discussão sobre política. O grupo, composto por estudantes de graduação e pós-graduação das mais diversas áreas de conhecimento, acredita na troca de experiências entre secundaristas e universitários como uma ferramenta para construir coletivamente uma visão mais crítica sobre a sociedade que vivemos. Além do vínculo institucional com a UFRGS, também somos reconhecidos pela Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (SEDUC) como projeto pedagógico. Não possuímos ligação com nenhuma fundação, partido ou empresa.
 

PRINCÍPIOS

Enquanto organização social, o Contraponto possui valores que norteiam nossa ação nas escolas. Prezamos pela diversidade de pensamento, pela defesa da educação pública e pela participação democrática da sociedade nas decisões políticas. Nossa principal referência teórica é o patrono da educação brasileira, o educador Paulo Freire, que durante sua vida se dedicou a construir uma pedagogia emancipadora e crítica, a fim de romper com o modelo de educação que enxerga os alunos como simples recebedores de conhecimento, ignorando suas particularidades e potencialidades. A pedagogia freireana é diferente porque acredita na existência de diversos tipos de saberes, que ao se encontrarem produzem uma diversidade positiva e transformadora. Para Freire, os alunos não são agentes passivos, mas sujeitos transformadores.

NOSSA HISTÓRIA

O Contraponto é síntese da história da sociedade brasileira a partir de 2013. Como ideia, nascemos da percepção de que havia por parte dos brasileiros que participavam das manifestações uma necessidade de aprofundar o conhecimento sobre conceitos básicos da política. De fato, a despolitização se mostrou crescente, incentivada pela desinformação e pela narrativa midiática que esvazia o discurso político. Como organização, estudantes da UFRGS dos cursos de Relações Internacionais e Ciências Sociais uniram-se como coletivo em 2014. Estivemos em nossa primeira escola naquele mesmo ano, porém repetimos um formato hierárquico, o mesmo que estivemos acostumados durante toda nossa formação. E dentro da sala de aula, não obtivemos bons resultados. Percebendo isso, mudamos, e introduzimos na nossa prática as metodologias freireana e de Comunicação Não Violenta. Até 2016, passamos por experiências fantásticas, nos consolidando como extensão universitária crítica, aprendendo a nos organizar horizontalmente como coletivo e a nos adaptarmos às situações-problema do cotidiano da educação pública. Em 2018, nos institucionalizamos como projeto de extensão sob orientação do professor Róber Iturriet e aos poucos crescemos. Em 2019, estivemos em 5 escolas, fizemos 7 captações internas, impactamos cerca de 200 estudantes. Fomos reconhecidos pela Seduc e entramos no Colégio Estadual Júlio de Castilhos para um projeto de 2 anos, enfrentando a problemática da evasão escolar. Agora queremos dar mais um passo, e em janeiro de 2020 nos tornamos uma Organização Não Governamental. Para tanto, buscamos ampliar nossa rede de impacto, produzir conteúdos de educação política crítica e criar novas oportunidades de ação, cada vez mais próximos da escola.

O QUE FAZEMOS?

Inspirados pela pedagogia de Paulo Freire, acreditamos que nenhum conhecimento é possível sem o intermédio do outro e do mundo. Por isso, quando entramos em sala de aula, buscamos incentivar os jovens a compartilharem suas opiniões e experiências, a fim de que sejam eles os sujeitos do próprio conhecimento. As atividades que realizamos em sala de aula, portanto, prezam pela ludicidade e interatividade. Ao longo de quatro semanas discutimos com os alunos questões como “O que é política?”, “Quem faz política?”, “O que é política institucional?” e “Como se engajar?”, utilizando de dinâmicas e rodas de conversa.

ETAPAS DO PROJETO 

  • Reunião com a direção (compreensão do contexto da escola e situações problemas)
  • Reunião com professores (apresentação do projeto e estabelecimento de uma relação de confiança)
  • Agendamento das oficinas
  • Ciclo Básico de Oficinas (redação de relatorias a cada oficina)
  • Cadastramento dos estudantes no portal de extensão 
  • Aplicação de questionário de impacto (importante para avaliação interna e apresentação dos resultados)
  • Apresentação dos resultados para professores (troca de experiências com os professores e retorno qualificado)
  • Aplicação de questionário aos professores (importante para avaliação interna)

RELAÇÃO ESCOLA E PROJETO 

Ao fecharmos um ciclo de oficinas com uma escola, buscamos estabelecer um diálogo que impacte positivamente tanto os estudantes quanto os professores e a direção que ali estão. Queremos conhecer mais profundamente, observando o limite de quatro oficinas, as percepções dos estudantes sobre si mesmos, sobre a escola e sobre a sociedade. E, posteriormente, sintetizar esse conhecimento para auxiliar professores e direção no desenvolvimento de seus projetos pedagógicos.

O QUE ESPERAMOS DA ESCOLA?

  1. O estabelecimento de uma relação de confiança. Somos um projeto autônomo e com uma perspectiva baseada num referencial teórico crítico. Queremos conhecer igualmente os pontos positivos e os pontos negativos da escola a fim de abranger o maior número possível de olhares sobre as situações-problema da sala de aula. A partir dessa interação faremos um relatório que servirá de instrumento de trabalho para a própria escola. 
  2. Uma comunicação transparente e eficiente. Nosso trabalho também depende da organização interna da escola e precisamos ser notificados em caso de mudanças nos horários ou em caso de eventos que ocorram nos períodos das oficinas. 
  3. Uma escuta empática. É comum em nossas oficinas surgirem questões sensíveis e que iremos relatar diretamente à direção. Compreendemos que esses relatos podem muitas vezes gerar um desconforto, mas de forma alguma estamos atuando para isso. Muito pelo contrário, queremos ser uma ponte e uma ferramenta de resolução de conflitos e planejamento de soluções. 

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